Foi em 1946, portanto há
mais de 50 anos, que a família Pompeo então já do ramo (era
responsável pelo atendimento dos carros-restaurante da saudosa
Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), revolucionou a vida
social, política e cultural da cidade ao inaugurar, na quadra
sete da Rua Batista de Carvalho, a CONFEITARIA LALAI.
O estilo e
a sofisticação do ambiente foram considerados um “choque”
para Bauru, dizem, nunca tinha visto coisa igual: instalações
em aço inoxidável, talheres e taças em prata 90, bomboniére
em cristal importado oval. Mas o melhor mesmo era o atendimento
impecável e as especialidades da casa. Uma delas, os sorvetes,
que por muito tempo não foram ao menos imitados na cidade,
segundo os especialistas.
Com todo esse aparato, não foi
preciso muito tempo para que o estabelecimento se transformasse
num dos mais elegantes “points” do interior paulista. Nos
anos 50, a Lalai concentrou artistas, intelectuais, políticos e
a sociedade da época. Grande parte das idéias lançada e
debatida dentro do estabelecimento contribuiu para o progresso
da cidade.
O ambiente aconchegante favoreceu também muitos
inícios de namoro e as conversas de casais sobre seus projetos
de vida. A importância da Lalai ganhou tal dimensão que a
confeitaria mereceu até citação no livro “Cabeça de Negro”,
de Paulo Francis.
Por muito tempo, o nome da casa esteve em
projeção na cidade em todo o Estado; depois, não saiu da
memória da grande maioria dos bauruenses, saudosos do “glamour”
e dos “anos dourados” da famosa confeitaria.